Hailey Baldwin fala sobre carreira, vida pessoal, fé e muito mais em entrevista para Fashion Magazine.

Nesta Terça-Feira (30/08) a revista canadense ‘Fashion Magazine’ divulgou a capa da edição do mês de outubro estrelando Hailey Baldwin. 

Alem das várias fotos divulgadas do photoshoot para a revista, a modelo concedeu uma entrevista, onde de principio eles descrevem os bastidores durantes as fotos realizada no Brooklyn em Nova York. Hailey Baldwin teve um certo receio de realizar a entrevista por conta de uma experiencia frustrante que teve recentemente, mas depois que viu as perguntas a modelo aceitou e assim prosseguiram com a entrevista.

A jovem de 20 anos que foi bastante elogiada por ser simples e cativante, falou sobre sua vida pessoal, fé e revelou que ainda é tímida com isso, disse ela se referindo a carreira de modelar e logo em seguida acrescentou que nunca esteve em seus planos de seguir carreira de modelo pois ela desejava ser bailarina, mas, por conta de um dano que sofreu não pode seguir carreira.

Você pode conferir a entrevista completa aqui:

De onde estamos, podemos ver os blocos cheios do horizonte do Brooklyn, romântico e de cor ferrugem sob o sol da tarde. Uma constante corrente de helicópteros aterrissa e decola como libélulas em um helipad que se extende pelo East River. Há barcos, também, na superfície da água, brevemente expondo os jambos brancos embaixo. Este é um ótimo lugar para tirar uma selfie, almoçar ou vagar durante a pausa para o café.

Porém, hoje parece que as pessoas em pausa estão prestando atenção em outra coisa sem ser a vista. Hailey Baldwin – cabelo estilizado para trás, usando uma saia e jaqueta Off-White e dessa forma parecendo desafiante, poderosa e atraente – está tirando fotos e interrompendo seu momento de recuperação. O contraste disto com as atividades comuns das pessoas comuns parece surreal. É um momento Nova Iorquino: absurdo e cheio de celebridade.

Alguns dos expectadores não sabem exatamente como lidar com a estranheza. Atrás do fotógrafo e da pequena equipe, três mulheres em seus 50 ou 60 anos pararam para encarar. Em seus shorts razoáveis e sapatos de caminhada (muito melhor para lidar com a selva urbana!), elas começam a imitar grotescamente as poses de Baldwin. Para elas isso é motivo de risada, como se não pudessem acreditar o quão esquisito esse lance de moda é.

Baldwin está dando dois passos energéticos para frente, andando para trás e repetindo, como um gif humano. É nesse momento que percebe suas imitadoras. Ela chama uma das pessoas no Photo Team e pergunta se alguém pode pedir para mulheres para ir em frente. Elas vão sem drama. “Nunca quero ser a chata,” ela diz para ninguém em particular, “mas elas estavam me deixando desconfortável.”

Isso lembra que (porque eu sou uma humana normal e não uma modelo, e portanto nem sempre empática com as situações das pessoas profissionalmente bonitas) o quê Baldwin está fazendo aqui é o seu trabalho. Imagino que se dois homens aleatórios passando pelo meu cubículo parassem para me assistir digitando e, então, começassem a exageradamente copiar minha forma de me comportar no meu loca de trabalho, esbugalhando os olhos, lendo emails de mentira, braços esticados como zumbis esmagando teclados invisíveis. Eu ficaria desconfortável também. Baldwin só quer fazer o seu trabalho.

Para alguém que tem mais de 10 milhões de seguidores no Instagram e literalmente ganha a vida sendo vista, Baldwin não é muito apegada a atenção. Quando é a hora da entrevista, ela muda para suas roupas normais: calça de trilha preta, um suéter de número maior e um pequeno salto grosso. Seu cabelo está preso em um rabo de cavalo usado por toda celebridade em todo perfil de celebridade. Ela move constantemente: abraçando o cabeleireiro, arrumando sua mala, resolvendo seu voo para Los Angeles naquela noite. Se eu não soubesse, diria que ela estava tentando me evitar.

Porém quando ela finalmente senta, diz que não sabe se deveria mesmo falar comigo. Recentemente, ela teve uma experiência frustrante com uma revista. A escritora projetou uma narrativa de seu tempo com Baldwin que não era muito verdade, e Baldwin não gostou.

Depois de assegurá-la e deixá-la ver as perguntas no meu caderno, ela concorda em responder algumas. A única com qual ela tem problema é a sobre ser uma ‘influencer’. Ela detesta o termo. Isso não é ela. Ela é uma modelo. E eu presumo (enquanto, obviamente, cautelosa com projeção) que a sua cautela não é apenas por ter sido desfeita por outra escritora. Ela simplesmente não se sente confortável com a ideia de ser entrevistada e falar sobre sua vida sendo uma parte essencial de seu trabalho. Ela tem milhões de seguidores, mas cultivar uma audiência não é seu objetivo. Como qualquer um em sua posição, ela quer tentar atuar ou apresentar, mas agora ela é uma modelo.

Até agora ela tem se dado muito bem. Na passarela, desfilou para vários designers como Elie Saab, Dolce & Gabbana e Tommy Hilfiger. Ela também nos agraciou com capas da Marie Claire, Harper’s Bazaar (Australia) e Maxim – que a nomeou a mulher mais sexy em seu artigo de Junho/Julho.

Mas modelar nem sempre foi o plano de Baldwin. Ela teve uma infância bem normal e suburbana. Era calma, mesmo com seu pai Stephen Baldwin sendo um ator e com fotos dela em tapetes vermelhos quando criança. “Isso sempre foi uma realidade,” ela diz. “Mas como meus pais criaram minha irmã e eu, sempre foi separado – era a vida de trabalho do meu pai. Quando estávamos em casa, estávamos apenas em casa juntos.” (Se você está confuso sobre os Baldwins na meia-idade, Stephen é o irmão mais novo de Alec – o apoiador de Trump religioso que esteve no The Usual Suspects.)

Baldwin por sua vez planejava ser bailarina, até sofrer um dano e então voltar-se para modelar. “Um ano atrás eu nem teria pensado que estaria fazendo o que faço hoje,” ela diz. “Não consigo planejar nada. Tudo muda muito rápido.” Isso na verdade também trás outra razão pela qual Baldwin é tão cautelosa com entrevistas. Mesmo sendo amigável, cativante e relativamente aberta enquanto falamos, sinto que ela se preocupa que falar sobre ser modelo a faz soar vaidosa.

“Ainda me sinto um pouco tímida com isso,” ela diz. “Sou tímida e pateta. Quando você me conhece, vai perceber que eu sou desastrada, mas eu acho engraçado. Algumas meninas realmente sabem que são bonitas e agem como, e está tudo bem.”

Mas esse não é o estilo de Baldwin, que parece incongruente com seus 10 mi. de seguidores. Entretanto, esses seguidores nem sempre são solidários. “Adiciona várias camadas de insegurança,” ela diz. “Estão te dizendo em uma escala bem maior que você não é bonita, você não é isso ou aquilo. Basicamente, adiciona várias camadas de bullying.” Ela apenas ignora os ‘haters’ pois é melhor focar em seus milhares de fãs positivos, os críticos online podem ser traiçoeiros.

“Mesmo que você não tenha consciência disso, faz a sua cabeça gerar um pouco,” ela explica. “Você pensa sobre o que eles estão dizendo isso pergunta se eles estão certos. ‘Se eles pensam isso e estão notando isso, então obviamente deve haver alguma coisa que os está fazendo pensar isso.’ Pode haver 10 comentários positivos e [só] dois negativos, mas você vai focar naqueles que estão falando algo que é sensível pra você.”

Baldwin acreditar a sua fé por ajuda-la a manter as coisas em perspectiva. Ela frequenta Hillsong Church – “A igreja onde as pessoas vestem Saunt Laurent e (há) pastores hipsters legais”, ela brinca. (Justin Bieber também frequenta, entre outros milênios tatuados e de chapéu em Nova Iorque.) “Eles são bem orientados às pessoas jovens, fazendo com que seja aplicável no dia a dia, o que acho que é onde as pessoas ficam confusas em relação à igreja, porque é difícil se relacionar a algo quem é tão antigo,” ela explica.

Enquanto vários pessoas postarão Brené Brown em seus Twitter e Instagram, Baldwin posta pequenos versículos e orações sobre seu desejo de que Deus a oriente em como usar seus talentos para um propósito maior do que ela mesma. A fé de Baldwin é do tipo que se extende para além de agradecimentos em prêmios e/ou tatuagens de crucifixos. Provavelmente não é preciso falar, mas esse não é o comportamento típico para alguém na posição de Baldwin. Imagine Kate Miss nos anos 90 pregando a Bíblia. (Eu também não consigo.)

“Não acho que ninguém deveria ter medo de representar ou falar sobre, mesmo sentido que há algo sobre Cristandade que deixas as pessoas um pouco sensíveis,” ela diz. “Definitivamente, em tempos – até agora – é difícil para mim. É por isso que agora, nos meus 20 anos, eu tento me cercar de pessoas que acreditam nas mesmas coisas que seguem e estão abertos a isso. Porque é muito difícil de constantemente fazer as pessoas entenderem o que eu faço se elas simplesmente não estão interessadas.”

Baldwin represente a contradição millenial: ela é confortável em compartilhar sua vida online – mas de uma forma centrada e controlada. É chamado ‘compartilhar’ por uma razão. Ela não está mostrando tudo. A linha entre quem ela parece ser e quem ela realmente é tênue e pequena, mas ainda existe. “Eu tenho os meus valores e padrões, que são diferentes de outras pessoas,” ela diz. “Um tempo sozinha é muito importante quando você faz isso porque a todo tempo em que você está trabalhando, você está cercado por várias energias diferentes. Peça em você. É por isso que gosto de voltar para casa em Nova Iorque e ser capaz de ser eu mesma por alguns dias. Sabe o quão divertido é fazer tarefas? Eu nunca estou em casa, então fico tipo ‘Preciso comprar lençóis – que legal!’ E aí eu sento em casa e assisto Food Network.”

É clichê e, francamente, falso dizer que uma pessoa profissionalmente bonita, que é seguida por milhões de pessoas normais, é normal por si própria. Baldwin não é normal – seja lá o que isso significa. Ela vem de uma família famoso, carinhosa e às vezes, embaraçosa. Ela é muito religiosa e quer começar a ter uma família em uma idade jovem em uma indústria que não encoraja nenhum dos dois. Suas feições que ela admite ter precisado crescer em, agora parecem injustas. Não, Baldwin não é normal. Mas, de alguma forma, ela ainda é como o resto de nós.